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Retrô

Onde foram parar os shooters que tanto amamos?

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Arcade do jogo 1942 da Capcom

Lembro-me como se fosse hoje. Ano de mais ou menos 1983, o meu tio foi em Santo Amaro, um bairro aqui da zona sul de São Paulo, pagar umas contas, passar no banco e me levou junto. Eu tinha aproximadamente 7 anos e para minha felicidade, fomos ao fliperama. Era um estabelecimento enorme, muito barulhento e cheio de máquinas. Lembro me de poucas, mas duas delas ficaram na minha cabeça. Uma era pole position, jogo de corrida onde se jogava em pé, e o volante era extremamente leve. Outro que me lembro era um de “nave”. De ação vertical. Não lembro o nome, mas provavelmente, pelas características era terra cresta. Fiquei com aquilo na cabeça por meses. Anos depois fiquei viciado em twin cobra. Mais um jogo de “nave” (helicópteros) vertical. Alguns jogos vieram depois, como os viciantes Gradius, R-Type e Darius. Esses porém, de ação horizontal. O fato é que aqueles jogos me divertiram demais.

Depois dessa época de ouro, os videogames caseiros de 8 e 16 bits receberam ports ou jogos exclusivos muito legais de “navinha”, nome carinhoso entre os amigos. Quase todas as grandes produtoras caíram na onda e produziram alguns títulos, como Konami, Capcom, etc.

Alguns títulos que nunca esquecerei:

  • Axelay do Super Nintendo.

  • R-Type do Master System.

  • Toda a série Thunder Force do Mega Drive.

  • Raiden do Arcade.

  • Salamander no NES.

  • Ikaruga do Gamecube.

  • Twin Cobra – Arcade

  • DoDonPachi – Arcade

Estes são apenas alguns exemplos de jogos espetaculares, que era preciso ter reflexo e muita sorte. Lembro de um camarada que “virava” Twin Cobra com uma única ficha, quantas vezes quisesse. Era bonito de ser ver jogar.

O que mais me preocupa é que não há mais lançamentos desse tipo, justamente pelo publico atual gostar de outro tipo de jogo. Jogos de tipo hoje em dia são os FPS, cheios de dicas, vidas infinitas e tarefas à cumprir. Me parece realmente que o entretenimento pegou outro rumo e que a diversão de antes não tem mais sentido hoje em dia.

Não vemos mais lançamentos assim para Xbox One, PS4 e Wii U 🙁

Agora pergunto: Os jogadores de hoje teriam paciência ou até habilidade para terminar um joguinho antigo, com apenas 3 vidas e tiro para todos os lados? E você? Curte os jogos de “Navinha”?

Estudante de Jornalismo, curto games e fotografia. Apaixonada pela nintendo, mas joga tudo que vier! (^_^)

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Ensaio fotográfico baseado em Retrogaming. Confira!

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Javier Laspiur, assim como nós, é um apaixonado por vdeogames. Ele é fotógrafo e designer e com seu talento criou o ‘Controllers — 30 años conectados’, homenagem aos seus mais de 30 anos de jogatina.

Javier reuniu todos os controles que segurou desde a primeira vez que teve algum tipo de contato com eles. A série de fotos está datada com o ano em que o artista jogou aquele game. “É um tour fotográfico que mostra os anos em que tive esses consoles na mão, começando por 1983”, conta.

Mais do que uma viagem pessoal, a série acaba involuntariamente se tornando uma jornada pela história dos videogames.

Confira todas as fotos:

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Retrô

Análise Chrono Trigger

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Se você não esteve em uma caverna nos últimos 20 anos, provavelmente já ouviu falar pelo menos uma vez em Chrono Trigger.

O RPG foi lançado pela Square Co (Antes de se tornar Square Enix) em março de 1995 para Super Famicom em agosto do mesmo ano para Super Nintendo e alguns anos depois, em 2008 para Nintendo DS, tendo no time nomes de peso como: Hironobu Sakaguchi (produtor da série Final Fantasy), Yuji Horii (diretor da série de jogos Dragon Quest), Akira Toriyama (criador de mangás famosos, como Dragon Ball e Dr. Slump), o produtor Kazuhiko Aoki e Nobuo Uematsu (músico de Final Fantasy). O time em questão foi popularmente apelidado de “Dream Team” e toda a equipe trabalhou com a idéia de que este jogo teria de ser revolucionário, envolvendo múltiplos fins, uma história dramática, um bom sistema de batalhas e belos gráficos. No jogo há inúmeras referências a eventos e nomes de mitologias, lendas e História. !

Jogabilidade, História e Trilha Sonora

Em se tratando de jogabilidade, Chrono Trigger foi revolucionário para a época. Mesmo com a visão superior já manjada nos RPGs, a novidade na época deu por conta dos “encontros” com os inimigos não ser aleatório, e sim visíveis na tela. Outra novidade é o modo de batalha, onde o jogador escolhe se deseja que a batalha seja em turnos, onde o jogador pode definir sua estratégia com calma e o inimigo espera ou o modo ACTIVE onde tanto o jogador, quanto os inimigos tem uma barra de ataque que sempre que estiver completa pode ser usada e após usar, ela vai enchendo novamente. Os dois modos tem suas vantagens. Você descobrirá.

A história podemos dizer que é a cereja do bolo. Lindos gráficos, som maravilhoso e premiado, jogabilidade intensa é tudo amarrada com uma história que te prende. A história se passa em várias “eras” no mesmo cenário, e tudo começa com uma invenção maluca de uma das personagens, enviando para o passado, sem querer uma descendente do trono. E é ai que a historia e toda a deliciosa jornada começa.

Falando um pouco mais da trilha sonora Chrono Trigger, ela é considerada uma obra prima e rendeu um CD triplo no Japão, tornando-se uma das trilhas de video-games de maior sucesso da história. Este trabalho foi a estréia do compositor Yasunori Mitsuda, que contou com o auxílio do veterano Nobuo Uematsu, responsável por outras trilhas de jogos clássicos da Square como Final Fantasy e Secret of Mana.

Ficou curioso? Escute algumas músicas orquestradas pela Chrono Sysphonic aqui:

https://soundcloud.com/user-810128364/sets/chrono-symphony

Homenagens

O jogo é tão cativante que inspirou inúmeros fans a produzirem uma série de conteúdos, desde versões das músicas (como você ouviu acima) como desenhos, artes digitais, cosplays e por ai vai. Abaixo vamos mostrar algumas.

Cosplay inspirado nos principais protagonistas

Arte digital produzida por um fan, inspirado em um dos personagens.

 

Acima uma talentosa moça tocando em violino o tema de abertura…

 

Acima uma orquestra sinfônica tocando algumas músicas do jogo.

 

Esta acima é particularmente uma das que eu mais achei criativa: O tema principal “acapela”.

E a brincadeira não pára, até tatuagens o pessoal faz =)

Conclusão

Chrono Trigger é um ítem obrigatório para os amantes dos jogos antigos. Se você não conhece, conheça, se você já conhece e não terminou o jogo ainda. Está esperando o que? Bora lá jogar !

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